Um dos clubes sociais mais antigo do Brasil e de Florianópolis: quantos chegam aos 100 anos
Resposta rápida: o Brasil tem mais de 11 mil clubes socioesportivos com sede e funcionários, e pouco mais de 270 deles passaram dos 100 anos, segundo o Comitê Brasileiro de Clubes. Isso dá cerca de 2,5% do total. O Lira Tênis Clube entrou nesse grupo em 7 de outubro de 2026 e é o clube social mais antigo de Florianópolis que segue no modelo completo, no mesmo endereço do Centro, desde 1927.
Um clube vive de gente que escolhe voltar: para a aula de natação dos filhos, para o tênis de quinta, para o baile de fim de ano. Quando essa escolha se repete por quatro gerações, vira história de cidade.
Aqui você encontra, em uma única tabela, os clubes e instituições de Florianópolis ainda ativos, por ano de fundação e com a fonte de cada linha. E também quem ficou pelo caminho, porque é ali que os 100 anos ganham peso.
Quantos clubes no Brasil chegam aos 100 anos?
Em números: mais de 11 mil clubes socioesportivos no Brasil, pouco mais de 270 centenários. Menos de 1 em cada 40. Fonte: CBC.
O CBC conta nesse total só associações com sede e empregados, ou seja, clubes estruturados. Santa Catarina, aliás, é o segundo estado com mais clubes ligados ao comitê (149), atrás de São Paulo, segundo a Máquina do Esporte.
Então o Lira é o clube social mais antigo de Florianópolis?
Pela data de fundação, não. O Clube Doze, de 1872, é 54 anos mais velho e segue ativo em Coqueiros e Jurerê. Riachuelo, Martinelli e Aldo Luz são clubes de remo; Avaí e Figueirense, de futebol.
O que os dados sustentam é outro recorte: o Lira é o mais antigo da cidade que segue com esporte, eventos e convivência reunidos no mesmo endereço, nos altos da Colina, desde 29 de março de 1927. A raiz é ainda mais antiga. O clube nasceu da união da Sociedade Lyra, de 1920, com o Tennis Club Florianópolis, de 1922, conforme a história oficial do Lira.
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O que faz um clube social atravessar um século?
Gente que volta e um clube que se renova sem perder quem já estava lá. No Lira, isso tem forma concreta: cerca de mil pessoas circulam por dia em mais de 7 mil m², segundo o Deolhonailha, e o projeto Lira+100 inclui uma nova quadra de tênis de padrão internacional.
A cidade também reconheceu. Em maio de 2026, o Lira recebeu a Medalha Emílio Blum, da ACIF, concedida a apenas duas pessoas ou instituições por ano, conforme as regras da entidade.
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Por que esse número importa para quem escolhe um clube hoje?
Porque 100 anos falam de confiança. Um clube que atravessou crises, mudanças de governo e uma pandemia mostrou que sabe cuidar de quem recebe. E a convivência virou tema de saúde: a OMS estima que a solidão atinge uma em cada seis pessoas no mundo, segundo a OPAS. Ter um lugar seguro para encontrar amigos e ver os filhos crescerem perto de outras crianças pesa nessa escolha.
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Chegar aos 100 anos é raro. Chegar cheio de gente, com quadra nova e criança na piscina, é o que faz um clube social seguir valendo para a próxima geração. O Lira está nesse grupo, e a porta segue aberta para quem quiser fazer parte.













